Questionário de Luiza Cavalcante para a revista de poesia Cuaderno Ático
A fotógrafa Luiza Cavalcante
Luiza Cavalcante é fotógrafa, brasileira e viveu em
sua cidade, Belém, até os 22 anos, quando decidiu morar em Buenos Aires até o
presente momento. Durante esses 4 anos na capital argentina, realizou cursos de
laboratório preto-e-branco; direção de fotografia para cinema e fotografia
documental. Depois de participar e ser convidada nas mais de 20 mostras
coletivas de arte e fotografia no Brasil e em Buenos Aires, teve sua primeira
exposição individual em sua terra natal Belém no ano de 2013 chamada
"Mirada - 5 mulheres, 5 universos" e em abril de 2016 teve sua
segunda individual "Intimidad, fotografias sobre el silencio" en La
Casa del Árbol, Buenos Aires.
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1. Pensa que as artistas plásticas
(ilustradoras, pintoras, fotógrafas, etc) usufruem de suficiente visibilidade
nos meios editoriais actuais, ou em outros meios alternativos, como na
internet?
Sim, observo cada vez mais
artistas mulheres buscando meios para transmitirem suas vozes. Seja em forma de
texto, fotografia, pintura, plásticas, quadrinhos ou tudo isso misturado.
Muitas das artistas que sigo o trabalho ou que conheço a vida e obra, devo à
tecnologia e à projetos editoriais. A tecnologia que eu uso me ajuda a manter
contato com xs fotógrafxs que eu admiro, ainda que de longe, porém sempre vai
existir essa necessidade de algo material, tangível. Gostaria que existissem
mais projetos editoriais impressos para inspirar, colecionar e difundir (é um
dos meus próximos projetos).
2.
Esboce alguns rasgos significativos da sua criação artística, assim como da
relação que esta possa ter com a poesia e a literatura.
Meu pai é poeta desde muito antes de eu nascer.
Sempre gostei muito de ler por influência dele e da minha mãe, que incentivavam
muito a leitura. Sou daquelas que acreditam na história de que somos o que
somos a partir de nossas experiências, do que lemos, do que vemos e do que
sentimos. E meu trabalho tem muito de mim. Às vezes tem tanto que, mesmo quando
não é um autorretrato, eu me sinto exposta na minha fotografia porque, para
mim, é muito óbvio que eu estive ali. Tive que abandonar um curso de fotografia
documental porque não conseguia encontrar o foco nas histórias alheias à mim,
de desconhecidos. Não consigo contar uma história que não seja minha,
preciso que essa história me emocione de alguma forma.
3.
Recomende-nos, por último, os nomes de algumas artistas que lhe interessem
especialmente.
É o tipo de pergunta que eu não gosto de responder, porque não consigo lembrar de todas que gosto e acabo fazendo um resumo incompleto do que eu realmente admiro. Vou responder as artistas no geral que eu lembrei neste momento porque vi algo sobre elas recentemente: a fotógrafa Francesca Woodman, Yoko Ono (como artista visual - não como cantora), Nan Goldin, Clarice Lispector, Virginia Woolf, Keila Sobral (uma gênia da minha terra), e por último, a mais importante na minha vida, a minha avó Edna - grande costureira, uma verdadeira artista que bordava com a alma.
É o tipo de pergunta que eu não gosto de responder, porque não consigo lembrar de todas que gosto e acabo fazendo um resumo incompleto do que eu realmente admiro. Vou responder as artistas no geral que eu lembrei neste momento porque vi algo sobre elas recentemente: a fotógrafa Francesca Woodman, Yoko Ono (como artista visual - não como cantora), Nan Goldin, Clarice Lispector, Virginia Woolf, Keila Sobral (uma gênia da minha terra), e por último, a mais importante na minha vida, a minha avó Edna - grande costureira, uma verdadeira artista que bordava com a alma.
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Fotografias de Luiza Cavalcante na revista de poesia Cuaderno Ático
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